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Notre Dame para fechar Paris

Meu oitavo dia em Paris, chuva, um pouco mais quente, mais gente na rua, pois se trata do primeiro domingo do mês, dia em que muitas coisas são gratuitas.
Mesmo com chuva as filas se alastram por várias quadras. Passei perto do Louvre e a fila estava cruzando o pátio central. Na Notre Dame a fila era de pelo menos 30 min com chuva.
Essa foto eu tirei enquanto esperava para entrar. A catedral é muito cheia de detalhes, desde a porta até as gárgulas laterais.
Muitas obras de arte, muito ouro, muita riqueza, resultado de dois milênios de indulgências. Se a igreja hoje é uma instituição falida, a culpa é dela mesma, que vendeu mais lugares no céu do que aqueles disponíveis. Overbooking de almas!
Depois disso votei ao hotel, upei algumas fotos para finalizar Paris, vou arrumar minha mala, sair comer algo e amanhã tem Londres.

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A pequena Paris

Hoje não tem foto.
Pela manhã fui na cidade da indústria e da ciência e acabei ficando lá o dia todo. Me perco no tempo quando estou fazendo coisas que eu gosto. Cheguei a conclusão que a indústria francesa é muito rica, para financiar uma cidade inteira com as pesquisas da indústria. Muitas coisas estavam fechadas, muitos brinquedos interativos são apenas em francês, mas mesmo assim eu me diverti muito.
Tem um cinema com uma tela de 180 graus, chamado de geodo, que se tivesse descoberto antes teria ido assistir ao show do U2 que tem lá às sextas-feiras.
Voltei para o hotel às 5h e agora a noite saí jantar lá perto da bastilha, que eu ainda não conhecia.
O título deste post se deu em virtude de que eu estou concedendo melhor Paris, não me perdi mais, já me acostumei ao fato de que eu estou no hemisfério norte, já sei andar de metrô, já sei pedir comida e principalmente eu sei que tem muita coisa para ser feita na cidade.
Algumas impressões iniciais:
Há uma população negra oriunda da África que está excluída, com subempregos, morando na periferia e andando horas de trem e metrô.
O sistema de metrô da cidade é excelente, muito bem conectado, com estações próximas e com trens a cada 2 min. no horário de pico.
A comida é cara, a bebida, mais ainda, então, não é o vinho que é barato, é a água que custa demais.
Há muitos gêmeos, acho que resultado de muita inseminação artificial, visto que as pessoas se casam mais tarde.
As escolas levam muitos alunos para os museus de ciência e de arte.
Passa-se mais calor do que frio aqui, principalmente no inverno, pois todos os locais, incluindo o metrô, têm calefação.
Não falo nada de francês e não fui discriminado por não saber pedir nem um café.

6° dia em Paris: ainda não vi metade do que eu queria

Paris realmente tem muita coisa para ser feita, acredite, é uma cidade que mereceria um mês.
Como só tenho mais dois dias aqui, já estou excluindo coisas que não terão tempo de serem feitas e que ficarão para próxima viagem. Gostaria de vir na primavera, os jardins devem ficar lindos.
Hoje teve pela manhã o museu das profissões, com o laboratório de Lavoisier, as principais invenções e a história de pesos e medidas.
No início da tarde fui até a Torre Eiffel, peguei ângulos não convencionais, tirei muitas fotos, caminhei pelos jardins, mas não subi, a fila estava de no mínimo 2h, o que desencoraja qualquer um. Muitas pessoas sentadas, desenhado, se inspirando pela visão da torre.
Depois do almoço (4h) eu fui no museu Rodin, que indico a todos, uma mansão com um jardim enorme no lado do Museu dos Invalides.
Quem acha decepcionante a Monalisa, precisa conhecer a história do pensador de 77 cm de altura.
Em todos outra museus que eu fui uma coisa chama a atenção, há muitos alunos com os professores, desde a Educação Infantil, até o Ensino Superior, inclusive, escolas levando os alunos de metrô. Acho que o Brasil precisa aprender muito com os franceses.

Amboise, FR: Chateau Clos Lucé

Chatô Clos Lucé by jailsonrp
Chatô Clos Lucé, a photo by jailsonrp on Flickr.

Hoje eu saí um pouco de Paris e fui conhecer a cidade de Amboise, 200 km daqui, cidade onde Leonardo da Vince passou os últimos 3 aos de sua vida.
Quando ele veio para França a pedido do Rei Francisco I, ele trouxe a Monalisa e se fixou neste Chateau.
Aqui tem o museu e um parque dedicado à sua obra, com reproduções em tamanho natural dos projetos de Leonardo, suas obras e os desenhos do autor, ele também é um parque interativo.
Eu cheguei lá já era 3 h, então pode aproveitar um pouco só, pois como escurece cedo, as obras que estão no meio do bosque ficam inacessíveis.
Conheci um pouco dessa cidade medieval, imaginei histórias de bruxas e lobisomens e me senti em um filme de suspense com um roteiro muito bem elaborado. Acho que até agora foi o melhor passeio aqui na França.

Quarto dia em Paris, fui ao Louvre

Monalisa no Louvre by jailsonrp
Monalisa no Louvre, a photo by jailsonrp on Flickr.

O Museu do Louvre é com certeza o museu mais visto e visitado do mundo. Aliás, hoje tinha gente do mundo inteiro, de turcos a chineses.
Minha manhã começou tranquila, sem filas, entrei cedo para aproveitar ao máximo. Primeiro, o guia de áudio não funcionou, voltei trocar depois de ter andado quase 1 km para começar do ponto mais distante.
Com o guia no ouvido, comecei a ouvir uns sons estranhos: “Encontre a saída mais próxima, seus pertences serão devolvidos em outro momento!”
Na hora pensei em bomba ou alguma coisa do tipo. Ao tentar sair, me perdi dentro do museu e fui pedir ajuda a uma segurança. Ela só dizia para eu sentar ali e ficar quieto.
A sirene tocando, eu sem entender nada, quieto. Depois de 40 minutos ela me explicou que um chinês invadiu e a segurança da Monalisa e decidiam esvaziar o museu. Após a ordem ser estabelecida, eles foram colocar o povo de volta no museu, eu nem saí.
Caminhei um monte, tirei poucas fotos. No Louvre as fotos sem flash são liberadas e embora tenha ficado o dia inteiro só consegui visitar meio museu: arte egípcia, arte greco romana, pintura europeia do renascimento até o século XIX e “arte do 3º mundo” (África, Polinésia e América Latina).
Você fica num dúvida muito grande com relação as fotos, pois não há tempo de escolher o melhor ângulo, configurar a máquina etc., então nem tive tempo de tirar muitas.
Sobre a Monalisa, gostei demais, foi muito mais do que eu esperava. Todo mundo falava tão mal dela que eu pensei numa pintura insignificante, mas não é, hoje eu descobri que as pessoas só vão ao museu de até pelo status de dizer que foram, não é só isso, tem que ler, ouvir e aprender com o que está lá, digamos que foi minha melhor aula de história da arte que eu tive até hoje.

Quero morar em Montmartre

Cabaret Le Lapin Agile by jailsonrp
Cabaret Le Lapin Agile, a photo by jailsonrp on Flickr.

Terceiro dia em Paris, vivo e ainda não acostumado ao fuso horário. Como todo homem de férias, já perdi a noção do tempo, preciso estar sempre conferindo para saber.
Hoje é aniversário da minha irmã e mandei um recadinho para ela.
Comecei o dia caminhando até a Sacre Coer, subi uma escada com uns 50 degraus e fui visitar a igreja, depois de quase morrer de frio e esperar uns 10 min para recuperar o fôlego me dei conta que a Igreja Católica rouba demais o povo, 10€ uma vela e 50€ um Santo Antônio de 5cm de altura é demais.
A vista lá de cima é impressionante o que me estimulou a passear pelo bairro. Fui no museu de Montmartre, ou Monte de Marte, o Deus da Guerra e descobri porque o bairro tem muitos cabarets. A história da região é tão interessante que me deu vontade de morar aqui.
Depois, fui ao Museu Pasteur, visitei a casa dele e também o laboratório, com isso ganhei um crachá que vou decorar minha mesa no trabalho.
Por último, teve o hospital dos inválidos e a Igreja do Domo. Muitos lugares não permitem fotos, por isso foram poucas hoje.
Amanhã que venha o Louvre.

Paris, um dia de ciência

No segundo dia em Paris eu acordei um pouco tarde, pois eu ainda estou no fuso brasileiro.
Depois de um café da manhã no hotel, peguei o metrô e fui até o museu de História Natural. Iniciei pela anatomia comparada, depois jardim de plantas medicinais, hotel das abelhas e por último a exposição da evolução.
Após o almoço, fui ao Pantheon, visitar o túmulo de Marie e Pierre Curie. A sequência era o museu Curie, mas ele está fechado para reformas.
Por fim, fiz o caminho do meridiano de Paris, começado no local que ficaria a estátua de Aragos, não sei porque a estátua não estava lá. Segui o meridiano até o Louvre, passando pelo jardim de Luxemburgo e observando o alinhamento das estátuas.