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Pré-viagem: preparativos

A partir de amanhã (segunda 17,11) estou oficialmente de férias e como faço todos os anos pretendo tirar uns dias fora do Brasil.

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Meu roteiro, não sei se por falta de criatividade, mas admito que teve muita influência da Copa do Mundo de futebol, vai incluir:  México, Panamá e Costa Rica, já explico como cheguei a esta mistura.

Meu desejo inicial era Costa Rica, país com maior índice de felicidade, que inclui além de fatores econômicos, também o impacto ou pegada ecológica deixada por cada um no mundo. Assim, dizem que a Costa Rica tem as maiores reservas ambientais. Descobri que para chegar até a costa Rica não era nada fácil, não há voos diretos do Brasil e as companhias que fazem para lá saem dos EUA (não tenho visto), do México (via Aeroméxico) ou do Panamá (via Copa Airlines).

Percebi que ir pela Copa Airlines é bem mais barato em qualquer lugar que vc esteja, só que os voos da Copa sempre passam pelo chamado Hub das Américas que fica no Aeroporto da Cidade do Panamá. A copa tem uma promoção legal, vc pode comprar multitrechos ficando alguns dias no Panamá pelo mesmo preço que seria um voo com a conexão de 4 a 12h, ou seja, no meu caso, trata-se de um bilhete único com uma conexão de 4 dias no Panamá.

Há uma previsão de ter voos da Copa Air saindo do aeroporto de Curitiba, mas por enquanto só de Porto Alegre, Guarulhos, Manaus, e Brasília, com preços bem convidativos. Mas vc deve estar se perguntando e o México?

Bem, quando comecei a pesquisar os voos veio uma mega promoção da TAM, em que trecho ida e volta CWB-MEX saiu por 30 mil milhas, eu tinha mais do que isso e resolvi trocar, depois que pesquisei que o voo da Copa saindo da cidade do México era muito mais barato que o saindo do Brasil.

Então minha escala de viagem ficou:

dia 18/11 – 19h50 – CWB-MEX , com a TAM chegando no dia 19/11 às 05:25 no Aeroporto do México.

19/11 – 17:11 – MEX – PTY, com a Copa, chegando neste mesmo dia às 20:53 no Panamá.

22/11- 18h25 – PTY-SJO, com a Copa, Chegando em San José na Costa Rica às 19h46.

24/11-19h21 – SJO-MEX, com a Copa novamente, chegando no México às 22h53

25/11-22h10 – MEX-OAX, com a Aeroméxico, chegando na cidade de Oaxaca às 23h20.

29/11-12h50-OAX-MEX, com a Aeroméxico, chegando na capital às 14h09.

04/12-20h35-MEX-CWB, chegando no dia 05 às 10h da manhã.

Será um roteiro de muitos voos, muitas coisas para serem feitas, vários hotéis, dias que eu planejei apenas para dormir. Terminei na Cidade do México, porque é o local que eu já conheço, estarei mais cansado, assim, se um dia eu não fizer nada, sei que não ficarei triste.

Estou, no momento pesquisando coisas para se fazer no Panamá, pois não tenho um guia impresso e assim a internet é a grande aliada, relatos de pessoas que já foram e o site do TripAdvisor ajuda muito. Manterei o Blog atualizado nos próximos dias contando como está sendo minha aventura e fotos no Flickr e algumas impressões postadas no twitter (@jailsonrp). Se algué tiver alguma dica, já sabe, mande um whatsapp, ou então comenta aqui, ou via redes sociais.

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As tomadas e plugs no Brasil e no mundo: um guia de viagem

Na hora de planejar uma viagem uma das preocupações que se deve ter é com as tomadas, não é porque o Brasil tem um tipo diferente dos demais é que você vai precisa sair correndo comprar um adaptador universal.

Existem 14 padrões de tomadas no mundo (de A até N), o Brasil é o único que tem o padrão N, que era para ser adotado em toda a Europa, porém a União Europeia não chegou ao um consenso:

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O tipo mais comum no mundo é o C, presente em 145 países:

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Então, se os plugs das tomadas dos aparelhos eletrônicos são do tipo C, eles encaixam muito bem no padrão N do Brasil, a tomada N é feita para aceitar o C, sem problemas. Assim, a maioria dos viajantes que virão para o Brasil durante a copa não precisarão de adaptadores, já os brasileiros que possuem aparelhos com o plug N precisam de um adaptador simples, nada de muita frescura. Um simples planejamento resolve os teus problemas, para acessar a lista completa de países com as tomadas encontradas, basta clicar aqui.

um cuidado essencial é ao viajar para Inglaterra, América do Norte e alguns países da Ásia que possuem pinos achatados, neste caso o adaptador é mais complexo e aí sim sugiro um adaptador universal.

Além disso, observe que embora o padrão de tomadas aqui no Brasil seja N, a maioria dos plugs de eletrônicos levados em viagem (celulares, barbeador elétrico, secadores e até computadores), mesmo comprados aqui, é do tipo C. 

Até hoje só precisei de adaptador no México e na Inglaterra, e foi bem tranquilo conseguir um.

Dicas do México

Palácio de Belas Artes by jailsonrp
Palácio de Belas Artes, a photo by jailsonrp on Flickr.

Minha viagem para o México foi fantástica, eu estava mesmo precisando de férias. Neste post, ilustrado pelo palácio de Belas Artes, um dos muitos museus na cidade sarei algumas dicas para curtir o que há de melhor lá.
No blog coloquei um post por dia das coisas que eu fiz, então para algumas seções específicas, consulte estes posts, aqui são mais dados gerais.

Passagem – Fui de TAM, o aeroporto é próximo da cidade, o táxi não é caro, tem metrô ligando o aeroporto ao centro e o deslocamento é tranquilo. Há a empresa nacional, a Aeroméxico, que atende o país inteiro e parte do terminal 2, a TAM pára no terminal 1, mas tem um metrô que liga os dois terminais.

Hospedagem – Em Mérida eu fiquei no Ibis (U$ 50,00), além de ser aquele padrão que já se conhece, fica bem localizado. Já na cidade do México me hospedei num hotel que era uma pequena vila, chamada de Casa González que eu reservei pelo Booking, com várias referências no TripAdvisor. Altamente recomendado, bem no centro, atendimento cordial e ambiente limpíssimo (U$ 60,00/dia).

Deslocamentos – quase todos os deslocamentos da cidade foram feitos de metrô ou ônibus, o que me rendeu uma economia tremenda. Além de extremamente baratos (R$ 0,50 o metrô e R$ 0,80 o ônibus) eles cobrem a cidade inteira. Táxis não são, em geral caros, mas também não fui a locais longes com eles.

Comida e bebidas – A alimentação é a base de milho, tudo na cidade cheira milho queimado, mas há excelentes restaurantes internacionais, com cardápios variados. O mexicano come muito na rua, mas apesar da limpeza local eu não aconselho ninguém.
Aliás a limpeza do povo mexicano deveria ser um capítulo a parte: o tempo todo estão limpando, do chão às mesas, tudo brilhando, mesmo as ruas, metrô e muito mais, neste ponto o Brasil tem muito a aprender com eles.

Comentários gerais – A melhor época do ano para ir realmente é no início do inverno (nov. – dez.), além de seco, as temperaturas não sobem mais do 25°C).
A moeda deles é o Peso Novo Mexicano, uma forma simples de converter para real é dividir o valor apresentado por 5, assim um café de MEX$ 20,00 será R$ 4,00 (dá um pouco menos, mas pelo menos vc não tem susto na volta).
Muita coisa não abre na segunda, o que te obriga a um planejamento bem eficiente para que não se perca um dia das férias (eu fui a Teothiuacán na segunda que estive lá).

O México é um país de diferentes culturas, Maias, Astecas, Teotecas, Olmecas e muito mais, então, se você vai conhecer as pirâmides em diferentes lugares eu sugiro que o primeiro lugar a ser visitado seja o museu de Antropologia que fica na Cidade do México e é um dos maiores do mundo nesta área.

Por fim, sugiro deixar no mínimo 10 dias para a cidade do México.
Obs.: Vai ter um post específico sobre Frida Kahlo e Diego Rivera.

Museu Dolores Olmedo

Museu Dolores Olmedo by jailsonrp
Museu Dolores Olmedo, a photo by jailsonrp on Flickr.

Sábado agitado aqui na Cidade do México. Planejei ir a Xochimilco, porém chegando lá, eles queriam cobrar muito caro pelo passeio, além de ter que esperar lotar o barco para poder sair.
No início queriam cobrar 100 dólares/hora, consegui, com negociação, chegar em 300 pesos/h (25 dólares), mesmo assim, não tem segurança nenhuma, sem coletes salva-vidas e não levam onde vc quer ir, dessa forma mudei os planos.
Fui para o Museu Dolores Olmedo, que fica em Xochimilco, duas estações antes dos embarcaderos. Na estação La Noria, para isso, há necessidade de pegar o trem rápido (que de rápido não tem nada), depois da última estação da linha azul do metrô.
O museu fica na fazenda da família, trata-se de um local agradável, com a maior coleção de obras de Diego Rivera. Para quem conhecer mais sobre esse artista fantástico, sugiro ir no museu! O desenho que Diego fez aos 10 anos de idade, da mãe dele, é de uma qualidade técnica impressionante, além disso, ele passou por várias técnicas diferentes ao longo da sua vida.
No museu tem também obras de Frida Kahlo, fotos pessoais do casal e, ainda, obras de Angelina Beloff, ilustradora russa que foi casada com Diego.
Não se pode tirar foto das obras de arte, mas afirmo que é um dos melhores museus aqui do México!

Tinha também uma exposição temporária sobre as oferendas do dia dos mortos, muito bonita, importante para entender a cultura dos mexicanos.

Uma sexta-feira agitada no México

Pela manhã fui visitar a pirâmide maior, que são ruínas localizadas bem no Zócalo e contam a história do povo asteca ou mexica, os indígenas que estavam na capital quando Cortez chegou.
Após a destruição da cidade asteca, deu-se início a construção da capital da Nova Espanha. O museu destas ruínas é muito bem distribuído, com muitas peças, recomendo o audioguia.
Depois disso fui até a Catedral Metropolitana e fiz uma visita rápida, riqueza da igreja católica não impede a deterioração do acervo desta igreja.
Saindi dali fui no museu de caricatura, que apesar de interessante, tem poucas obras expostas.
Em seguida, fui no Museu Nacional de arte, que embora tenha um acervo enorme, estava vazio. Ali aconteceu uma situação incômoda: em todas as salas os seguranças estavam me seguindo, numa distância incômoda de menos de 2 m. Eu me senti um criminoso liberado para ir ao museu, mas com uma escolta da polícia federal.
Para fechar a tarde eu fui no Museu da memória e tolerância. Ele é um dos melhores que eu fui até hoje. Começa contando como o Nazismo chegou ao poder e como o antissemitismo se difundiu pela Europa.
Apresentando os horrores da segunda guerra e de outros genocídios, como o de Ruanda, da Guatemala e dos Armênios, ele mostra as questões de intolerância, para chegr ao final e mostrar a importância do respeito ao próximo.

8° dia: Santuário de Guadalupe e Palácio Nacional

Santuário de Guadalupe by jailsonrp
Santuário de Guadalupe, a photo by jailsonrp on Flickr.

Minha visita ao México está chegando ao fim e hoje eu fui visitar a Vila de Guadalupe e parte do centro histórico.
Analisando a história do indígena que encontrou a virgem de Guadalupe eu percebo que foi a única maneira que a igreja católica achou para se instalar na Nova Espanha. As culturas mexicanas são muito ricas e apenas um milagre envolvendo um nativo para convencer o povo.
A região é muito rica, limpa e recebe milhares de visitantes mensalmente, ainda mais em dezembro que se comemora o dia de N. Sra de Guadalupe, 12 de dezembro.
A visita ao manto é estranho, com uma esteira rolante por baixo do altar e a capela antiga, afundando no solo da região é algo a parte.
Meio dia eu fui ao museu mural Diego Rivera, que só tem um mural do artista, com as personalidades da história do México.
Em seguida, fui caminhando pelo Parque Alameda Central até chegar ao Zócalo passando pelo palácio Belas Artes.
Almocei no restaurante do Hotel Nacional, no quarto piso, que tem uma vista linda para a praça, a catedral metropolitana e o Palácio Central.
Para finalizar o dia fui ao palácio Central, com excelentes murais de Diego Rivera, contando a história e a cultura dos diferentes povos mexicanos – contratei um guia, pois há muita informação, detalhes que alguém que não é da área não vai conhecer.
No palácio tem também uma enorme coleção de arte, devido à lei de direitos autorais e o imposto de renda (os artistas podem pagar o IR com obras), e o mais interessante é que é tudo gratuito.
O centro histórico terá mais um dia, com certeza, pois há coisas ainda para ver.

Cidade do México de Frida Kahlo

Museu Frida Kahlo by jailsonrp
Museu Frida Kahlo, a photo by jailsonrp on Flickr.

Hoje meu dia foi dedicado a esta mulher, talvez a mais importante mexicana da história.
De origem europeia por parte do pai e oaxaca do lado materno, adotou um visual com roupas indígenas (saias longas, lenços e camisas bordadas) em virtude de seu problema de saúde.
Passou por 22 cirurgias durante a vida e tudo isso está representado nesta casa.
Além disso, visitei o estúdio de Diego Rivera, local que Frida morou por um tempo.
A região onde eles moraram é muito bem arborizada, e hoje o estudio fica em uma das ruas de alto poder aquisitivo aqui do México.
Por fim, uma curiosidade: os dois museus cobram 60 pesos para tirar fotos.