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A colher que desaparece – parte 2

Já falei deste livro aqui no blog. mas como estou usando um fragmento dele para escrever mais uma unidade do meu livro, resolvi colocar aqui para os interessados #ficaadica.

A colher que desaparece

            Quando eu era criança, no início dos anos 1980, costumava falar de boca cheia – de comida, de instrumentos de dentista, de bolas de soprar que voavam longe, de qualquer coisa – e fazia mesmo que não houvesse ninguém por perto. Na primeira vez em que me vi sozinho com um termômetro debaixo da língua, esse hábito deu origem ao meu fascínio pela tabela periódica. […]

O mercúrio também apareceu nas minhas aulas de ciência. Quando fui apresentado à confusão da tabela periódica, eu procurei por ele, mas não consegui encontrá-lo. Ele está lá – entre o ouro, que também é denso e mole, e o tálio que também é venenoso. Mas o símbolo do mercúrio, Hg, consiste de duas letras que nem aparecem no nome do elemento. A solução desse mistério – a palavra deriva de hydragyrum, “água de prata” em latim – me ajudou a entender o quanto as línguas e as mitologias antigas influenciaram a tabela periódica, algo que se vê até hoje nos elementos mais recentes e superpesados da última linha. […]

A partir daquele único elemento, eu aprendi história, etimologia, alquimia, mitologia, literatura, venenos forenses e psicologia. […]

Em seu nível mais simples, a tabela periódica é um catálogo com todos os diferentes tipos de matéria do nosso universo, os pouco mais de cem personagens que, com suas personalidades fortes, dão origem a tudo que tocamos. Seu formato também nos fornece pistas científicas de como essas personalidades se misturam umas com as outras nas multidões. Num nível um pouco mais complicado, a tabela periódica codifica todas as informações forenses sobre a origem de todos os tipos de átomos e quais átomos podem se fragmentar ou se transformar em átomos diferentes. Esses átomos se combinam naturalmente em sistemas dinâmicos como criaturas vivas, e a tabela periódica prevê como isso acontece. Prevê inclusive quais corredores de elementos nefastos podem prejudicar ou destruir coisas vivas.

Finalmente, a tabela periódica é uma maravilha antropológica, um artefato que reflete todos os aspectos maravilhosos, artísticos e medonhos dos seres humanos e a maneira como interagimos com o mundo físico – a história da nossa espécie narrada com um roteiro compacto e elegante. E ela merece ser estudada em cada um desses níveis, começando pelo mais elementar e evoluindo gradualmente em sua complexidade. Além de nos divertir, as histórias da tabela periódica fornecem uma forma de compreender o que nunca se vê em livros texto ou em manuais de laboratório. Nós comemos e respiramos a tabela periódica; as pessoas apostam grandes quantias de dinheiro nela; filósofos a usam para sondar o significado da ciência; ela envenena pessoas e provoca guerras. Entre o hidrogênio no alto à esquerda e as impossibilidades produzidas pelo homem à espreita na parte inferior, pode-se encontrar bolhas, bombas, dinheiro, alquimia, politicagem, história, veneno, crime e amor. E até um pouco de ciência.

KEAN, Sam. A colher que desaparece: e outras histórias reais de loucura, amor e morte a partir dos elementos químicos. Tradução: Claudio Carina. Rio de Janeiro: Zahar. 2011, p. 7-12.

A colher que desaparece

Por sugestão do site tabelaperiodica.org eu acabei de ler o livro a Colher que desaparece e outras histórias reais de loucura, amor e morte a partir dos elementos químicos, de Sam Kean, da editora Zahar. A história da colher que desaparece é uma brincadeira clássica na química do elemento Gálio, que possui um ponto de fusão bem baixo (< 30°C). Uma colher feita deste material sofreria uma fusão quando usada para agitar o açúcar de uma xícara de chá.

Eu confesso que adoro este tipo de literatura científica, não-ficcional  e leio tudo com muita curiosidade, de forma que eu li o livro em menos de uma semana. A cada novo capítulo eu quero saber o que virá e qual a nova história que será posta ali. Lembrando que as histórias não são sobre a descoberta dos elementos, mas sim sobre algum fato histórico relacionado a este elemento. Além de trazer a etimologia de alguns elementos, apresenta curiosidades científicas que podem muito bem tornar nossas aulas de química mais interessantes.

Feliz dia das mulheres – A ciência é masculina?

>Para ter um bom motivo para comemorar o dia das mulheres, aconselho a todos, cientistas ou não cientistas, homens ou mulheres a lerem a fantástica obra do professor Attico Chassot: A Ciência é masculina?
O livro apresenta uma análise sobre a produção científica ao longo da história, focando o Prêmio Nobel e mostrando como as nossas heranças judaico-cristãs moldaram nosso preconceito contra as mulheres.
Leitura obrigatória para todos aqueles que querem discutir história da ciência, e entender que precisamos avançar mais ainda para um mundo sem preconceitos.
Viva as mulheres, que elas possam ocupar mais espaços na nossa sociedade.

Minha coleção continua!

>Como bom adorador do Snoopy e sua turma, comprei mais um item para minha coleção: Peanuts completo – 1955 a 1956. A capa, mostrada a baixo tem um dos personagens mais interessantes, o Chiqueirinho. Na obra, comparada à primiera, já se percebe algumas mudanças no traço do Charles Schultz, além de os personagens estarem ficando mais adultos.

>O cordeiro

>Terminei de ler o O Cordeiro: o evangelho segundo Biff, o amigo de infância de Jesus. O livro trata de maneira cômica a vida de Josué (= Jesus), a infância e adolescência que não está na Bíblia. Poderia dizer que se trata de um realismo fantástico, misturando fatos e ficção, tenta apresentar a origem de algumas ideias do senhor.
Fui a minha leitura do roteiro de viagens, já que fizemos longos trechos de micro-ônibus.

>Como o mundo virou gay?

>

Eu terminei de ler esse livro hoje, foi a leitura para as horas de deslocamento entre CWB-EZE-CWB. São crônicas que falam de um mundo gay, sexo, amor, relacionamento, traição e outras coisas que afligem todos os gays que eu conheço (me incluo nessa).
O livro mostra também uma restrospectiva das paradas gays de SP, apresenta um pouco da noite paulista e carioca e ainda, apresenta um diáio de viagem do autor André Fischer, criador do site Mix Brasil.
Uma das coisas que o livro me ensinou é de que devemos ser mais nós mesmos, aceitando que as angústias fazem parte de nossa vida.

Meus presentes de Natal

>Esses foram os presentes que ganhei de Natal esse ano. Todos sabem que eu adoro ler e que adoro filmes, música, comédias e cultura pop. Não tenho como dizer qual gostei mais, apenas que todos foram muito a minha cara mesmo.
O primeiro, traz uma visão bem filosófica sobre o homem moderno e a influência da TV na construção pensamento atual.


A turma do Casseta & Planeta está entre o gruipo de comediantes da TV aberta que mais gosto. A crítica sobre a política brasileira e a maneira que eles tiram com a própria Globo é algo que vale a pena ser destacado.

Os Normais estão entre a série da Globo que eu lembro de assistir todas as sextas-feiras. Acho que o humor deles é mais refinado que o do Casseta, e rir dos relacionamentos, para mim, é algo que aprendi muito nesse ano.
O outro presente é uma preciosidade. Acredito que, se as coisas continuarem da forma que estão hoje, ele será uma raridade e o único da cantora. Adoro Amy Winehouse, e também, tenho uma ligação afetiva com uma música dela.

O último presente, mas não menos importante, foi um conjunto de sabonetes Nativa SPA do Boticário. A pessoa que me deu acertou, pois eu acho cosméticos uma coisa muito útil mesmo, ainda mais para mim, que moro sozinho.Acho que todos os meus amigos acertaram no presente mesmo, obrigado a todos.