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Final de semana em Montevidéu

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Estava precisando refrescar a cabeça depois de um mês de novembro bem agitado. Resolvi dar uma escapada para a cidade de Montevidéu-Uruguai.

Adoro estas escapadas rápidas e sem compromisso e muitas vezes sem um planejamento mais profundo, uma das coisas que eu fiz foi solicitar ao concierge do cartão American Express The Platinun para me ajudar a organizar a viagem, algumas dicas valeram a pena e outras, nem tanto.

Saímos de Curitiba na sexta a tarde e chegamos em MVD, no hotel Sofitel da rede Accor na noite da sexta mesma (a cidade não tem horário de verão), para informações do hotel clique aqui e para minhas impressões sobre o hotel, acesse a minha opinião no site do TripAdvisor. O hotel é maravilhoso, mas não se compara ao Sofitel de Cartagena (que eu falei neste post).

Uma das dicas do Concierge que eu adorei foi o restaurante Francis, localizado no bairro Carrasco, perto do hotel, agora o que eu realmente não recomendo é a visita ao Restaurante e Bar Tabaré (sempre li coisas muito interessante e dicas boas deste ar, mas minha experiência foi frustrante).

Montevidéu é aquela cidade que se come bem, as pessoas te recebem de forma atenciosas e você sempre quer voltar lá. Fica a dica para quem quiser conhecer a cidade. As fotos estão no meu Flickr para quem quiser conhecer um pouco mais.

Semana que vem tem Europa, então continuarei a preparar meu roteiro.

Montevideo – 2º dia

Montevideo by jailsonrp
Montevideo, a photo by jailsonrp on Flickr.

No segundo dia que estive em Montevideo foi para fazer um city tour. Sai caminhando pela cidade, do hotel até o centro histórico, são bem uns 20 quadras.
Amo caminhar e conhecer os lugares, assim vc pega os detalhes, e foca a atenção naquilo que acha mais interessante.
Fui até a Praça da Liberdade, Mercado do Porto (onde aproveitei para comer), Museu do Carnaval, Teatro Sólis e o marco de entrada da cidade.
Devo confessar que eu me encantei pela cidade, realmente é ma Buenos Aires, menor, melhor, limpa e organizada. Não tem todas as opções de recreação, mas com certeza não deixa nada a desejar.
Amanhã conto a experiência em Punta Del Este

Bogotá: uma pequena pausa na loucura cotidiana

Cerro de Monserrate by jailsonrp
Cerro de Monserrate, a photo by jailsonrp on Flickr.

Resolvi sair da rotina, tinha dois dias de compensação no trabalho e juntei com a sexta-feira santa, assim, vim passar quatro dias nesta cidade que era o meu destino de férias inicial.
Quem me conhece sabe que eu adoro viajar, conhecer novos lugares, tirar fotos, esvaziar a mente.
O voo foi muito tranquilo, vazio, saí de SP às 14h30 e chegou em Bogotá às 18h30 (horário local), aqui são -2h em relação à Brasília, com isso a viagem dura 6h, um chá de avião.
Tudo muito tranquilo, imigração, alfândega rápido demais, um inconveniente, após às 19h para pagar o táxi só em dinheiro, o que me fez correr atrás de um caixa eletrônico para sacar uns pesos colombianos.
Reservei o Hotel Ibis, que se situa no centro, perto da Plaza de los toros, do Museu Nacional, assim poderia fazer muita coisa a pé.
As minhas primeiras impressões não foram nada boas, aqui é feriado na quinta-feira santa e com isso, no primeiro dia de conhecer a cidade tudo estava fechado. Pela manhã, na quinta fui comprar a passagem para ir a Zipá, porém só achei para o sábado, a programação já não foi legal, mas enfim, comprei.
Depois fui subir o Cerro Monserrate, situado a 800 m acima de Bogotá, caminhei do hotel até abaixo do Cerro, chegando às 11h30.
Lá tem uma vista maravilhosa e valei a subida, aproveitei e almocei lá em cima, num restaurante muito bom.
O incômodo: 2h de fila para pegar o teleférico e mais 40 min de espera no restaurante.
Na descida a fila está com uma espera de 3h30, insuportável, o que me fez descer os 2500 m a pé, com um arrependimento no meio do caminho, mas quando pensava em desistir, lembrava da fila lá em cima, ao final, 1h de caminhada, estava na parte mais baixa do Cerro. Assim, um passeio que poderia ser feito em 2h (se não tivesse as filas), ficou em 5h.
Totalizando a quinta-feira com quase 8 km percorridos a pé, voltei ao hotel para um banho e saí jantar na zona G (gastronômica), mas tudo vazio em virtude do feriado.

Museu Dolores Olmedo

Museu Dolores Olmedo by jailsonrp
Museu Dolores Olmedo, a photo by jailsonrp on Flickr.

Sábado agitado aqui na Cidade do México. Planejei ir a Xochimilco, porém chegando lá, eles queriam cobrar muito caro pelo passeio, além de ter que esperar lotar o barco para poder sair.
No início queriam cobrar 100 dólares/hora, consegui, com negociação, chegar em 300 pesos/h (25 dólares), mesmo assim, não tem segurança nenhuma, sem coletes salva-vidas e não levam onde vc quer ir, dessa forma mudei os planos.
Fui para o Museu Dolores Olmedo, que fica em Xochimilco, duas estações antes dos embarcaderos. Na estação La Noria, para isso, há necessidade de pegar o trem rápido (que de rápido não tem nada), depois da última estação da linha azul do metrô.
O museu fica na fazenda da família, trata-se de um local agradável, com a maior coleção de obras de Diego Rivera. Para quem conhecer mais sobre esse artista fantástico, sugiro ir no museu! O desenho que Diego fez aos 10 anos de idade, da mãe dele, é de uma qualidade técnica impressionante, além disso, ele passou por várias técnicas diferentes ao longo da sua vida.
No museu tem também obras de Frida Kahlo, fotos pessoais do casal e, ainda, obras de Angelina Beloff, ilustradora russa que foi casada com Diego.
Não se pode tirar foto das obras de arte, mas afirmo que é um dos melhores museus aqui do México!

Tinha também uma exposição temporária sobre as oferendas do dia dos mortos, muito bonita, importante para entender a cultura dos mexicanos.

Uma sexta-feira agitada no México

Pela manhã fui visitar a pirâmide maior, que são ruínas localizadas bem no Zócalo e contam a história do povo asteca ou mexica, os indígenas que estavam na capital quando Cortez chegou.
Após a destruição da cidade asteca, deu-se início a construção da capital da Nova Espanha. O museu destas ruínas é muito bem distribuído, com muitas peças, recomendo o audioguia.
Depois disso fui até a Catedral Metropolitana e fiz uma visita rápida, riqueza da igreja católica não impede a deterioração do acervo desta igreja.
Saindi dali fui no museu de caricatura, que apesar de interessante, tem poucas obras expostas.
Em seguida, fui no Museu Nacional de arte, que embora tenha um acervo enorme, estava vazio. Ali aconteceu uma situação incômoda: em todas as salas os seguranças estavam me seguindo, numa distância incômoda de menos de 2 m. Eu me senti um criminoso liberado para ir ao museu, mas com uma escolta da polícia federal.
Para fechar a tarde eu fui no Museu da memória e tolerância. Ele é um dos melhores que eu fui até hoje. Começa contando como o Nazismo chegou ao poder e como o antissemitismo se difundiu pela Europa.
Apresentando os horrores da segunda guerra e de outros genocídios, como o de Ruanda, da Guatemala e dos Armênios, ele mostra as questões de intolerância, para chegr ao final e mostrar a importância do respeito ao próximo.

8° dia: Santuário de Guadalupe e Palácio Nacional

Santuário de Guadalupe by jailsonrp
Santuário de Guadalupe, a photo by jailsonrp on Flickr.

Minha visita ao México está chegando ao fim e hoje eu fui visitar a Vila de Guadalupe e parte do centro histórico.
Analisando a história do indígena que encontrou a virgem de Guadalupe eu percebo que foi a única maneira que a igreja católica achou para se instalar na Nova Espanha. As culturas mexicanas são muito ricas e apenas um milagre envolvendo um nativo para convencer o povo.
A região é muito rica, limpa e recebe milhares de visitantes mensalmente, ainda mais em dezembro que se comemora o dia de N. Sra de Guadalupe, 12 de dezembro.
A visita ao manto é estranho, com uma esteira rolante por baixo do altar e a capela antiga, afundando no solo da região é algo a parte.
Meio dia eu fui ao museu mural Diego Rivera, que só tem um mural do artista, com as personalidades da história do México.
Em seguida, fui caminhando pelo Parque Alameda Central até chegar ao Zócalo passando pelo palácio Belas Artes.
Almocei no restaurante do Hotel Nacional, no quarto piso, que tem uma vista linda para a praça, a catedral metropolitana e o Palácio Central.
Para finalizar o dia fui ao palácio Central, com excelentes murais de Diego Rivera, contando a história e a cultura dos diferentes povos mexicanos – contratei um guia, pois há muita informação, detalhes que alguém que não é da área não vai conhecer.
No palácio tem também uma enorme coleção de arte, devido à lei de direitos autorais e o imposto de renda (os artistas podem pagar o IR com obras), e o mais interessante é que é tudo gratuito.
O centro histórico terá mais um dia, com certeza, pois há coisas ainda para ver.

Cidade do México de Frida Kahlo

Museu Frida Kahlo by jailsonrp
Museu Frida Kahlo, a photo by jailsonrp on Flickr.

Hoje meu dia foi dedicado a esta mulher, talvez a mais importante mexicana da história.
De origem europeia por parte do pai e oaxaca do lado materno, adotou um visual com roupas indígenas (saias longas, lenços e camisas bordadas) em virtude de seu problema de saúde.
Passou por 22 cirurgias durante a vida e tudo isso está representado nesta casa.
Além disso, visitei o estúdio de Diego Rivera, local que Frida morou por um tempo.
A região onde eles moraram é muito bem arborizada, e hoje o estudio fica em uma das ruas de alto poder aquisitivo aqui do México.
Por fim, uma curiosidade: os dois museus cobram 60 pesos para tirar fotos.