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Gênio Obsessivo – fragmento do livro

Estava lendo um fragmento do livro para incluir no livro que estou escrevendo, resolvi postar aqui, pois se trata de uma das obras da Marie Curie que eu mais gosto.

Passar o bastão

            […] Em 1904, o assistente de Thomas Edison morreu envenenado por radiação, enquanto tentava desenvolver uma lâmpada de raios X. Naquela época, os Curie sabiam que os raios X eram bem menos perigosos do que os raios de rádio.

No instituto Kaiser Wilhelm, Lise Meitner isolou seu laboratório com chumbo e alertou sobre os perigos da exposição a substâncias radioativas. Numa forma primitiva de proteção, Meitner exigia frequentes lavadas de mãos e colocava papel higiênico junto ás maçanetas para serem usados quando fossem abertas ou fechadas as portas. As salas de conferência disponham de cadeiras escuras e claras: as claras para quem trabalhasse com substâncias radioativas fracas e as escuras para quem estudasse materiais radioativos mais fortes. Meitner instalou ventiladores e coifas sobre as mesas de trabalho para remover a fumaça e protegia materiais radioativos em caixas de chumbo. Ela exigia que sua equipe usasse fórceps ao lidar com materiais radioativos. Num exemplo de “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”, Marie também instalou muitas dessas proteções, mas tanto ela quanto Irène costumavam ignorá-las. Elas usavam as mãos nuas em experimentos e, o que é chocante, com frequência transferiam rádio e polônio de um recipiente para outro, sugando essas substâncias com uma pipeta. Com o passar dos anos, mesmo com a piora de saúde, elas continuaram trabalhando desprotegidas.

Durante a Primeira Guerra Mundial, quando trabalharam em vários hospitais de campanha, tanto a mãe quanto a filha se expuseram a doses maciças de raios X e gás radônio. Em 1921, Marie Curie escreveu em Radiologia e a guerra que a radiodermatite poderia levar a morte. Ela pouco ligou  para sua própria descoberta. […]

[…] dois engenheiros ex-alunos de Marie morreram após preparar soluções industriais de tório X. Outro teve os dedos amputados, depois a mão, depois o braço. Em seguida, ficou cego. Soddy acusava o rádio de tê-lo tornado estéril.

GOLDSMITH, Barbara. Gênio obsessivo: O mundo interior de Marie Curie. São Paulo: Companhia das Letras. 2006, p. 187-189.

Minha vida profissional em números

Acordei inspirado hoje e resolvi montar um minirresumo da minha vida profissional, incluindo minha formação e uns poucos dados da minha vida pessoal.
O resultado está na imagem, para ver em tamanho ampliado basta clicar na imagem.

Quer conhecer o mundo, venha a Londres

Minha vinda a Londres foi curta demais, com certeza saio amanhã com a sensação de não ter feito nada, apesar de meus dias terem sido cheios.
Hoje o dia inteiro foi dedicado ao British Museum, o maior museu de história do mundo. Ele começou antes de 1800 e tem coisas do mundo inteiro.
Há um episódio dos Simpsons que eles ironizam isso. Eles estado na época do Egito antigo e antes de serem mortos, o chefe Wiggan fala: “Nos vemos no Museu Britânico”, ou seja, os tesouros de outros países vão parar em Londres.
Há a maior coleção de objetos gregos e egípcios do mundo, além de uma vasta coleção Africana, Oriental, Maia, Asteca, Suméria e da Oceania.
Enfim, os britânicos roubaram todos e construíram o maior museu de história. Tudo isso é gratuito e muito bem organizado.
Na foto, um fragmento de uma porta de bronze do príncipe do Benin, entregue a Londres em troca de ajuda durante a guerra entre as tribos.
Amanhã vou a Bélgica, mas já estou pensando em voltar, pois muitas coisas ainda me chamam aqui.

Otimista/Pessimista/Realista

>Navegando pelo tumblr do Brotonssauros no meu Jardim (clique aqui), encontri essa definição que explica muita coisa.

Buenos Aires – dicas

>Assim como eu fiz no post de Santiago aqui vão algumas dicas sobre Buenos Aires.
Primeiro, se você já conhece Curitiba ou Santiago, com certeza vai achar Buenos Aires muito suja, muito lixo nas ruas, muito papel, principalmente no centro. Há uma cultura de que já que está sujo eu posso jogar também, não só dos argentinas, mas dos extrangeiros. Aqui há muito mais turistas e muito mais pessoas entendem o portunhol brasileiro. As pessoas te tratam bem, mas não porque você é um cara legal, mas sim porque teu dinheiro é importante para a economia local.

Preços
A primeira coisa a deixar claro é que aqui as coisas estão relativamente mais baratas que no Brasil, o câmbio está favorável aos brasileiros, hoje ARG 1,00 = R$ 0,42, ou seja, nosso moeda vale mais que o dobro da moeda deles. Mas antes de vir com tudo ás compras, sugiro que leia dois posts do meu blog, o primeiro são comentários gerais sobre a economia local, a inflação está preocupante, o táxi que há um ano e meio eu pagava ARG$ 10,00 hoje se paga ARG$ 15,00, então não confie nos peços dos guias de viagem. O segundo post é sobre a farsa dos outlets, minha sugestão de compra, com certeza são as lojas de rua, na Calle Florida ou para marcas mais importantes, na região de Palermo.
A melhor opção para se locomover bem barato é o metrô, a passagem custa ARG $ 1,10. A comida não é tão barata nos pontos turísticos, gasta-se tranquilamente ARG$ 120,00 por dia entre café, almoço e janta.
A água mineral mais barata que eu achei foi no mercado Carrefour (ARG$ 2,75).
A maioria dos museus cobra uma taxa simbólica (ARG$ 5,00 a 10,00) e tem muita coisa de graça aqui.

Hotel
Com relação ao hotel acho que fiz uma boa escolha, está perto de tudo, 2 quadras do obelisco, Hotel Ibis Obelisco, do lado do Novotel, da mesma rede. A diária é 300 pesos, mas encontra-se opções mais interessantes. Gostei da dica do Blog The flâneur, vale a pena ler, clicando aqui. Apesar de não ser minha opção acho que vai ajudar muita gente na hora de escolher.

Transporte
Com certeza Buenos Aires pode ser feita muita coisa a pé, pois além de uma cidade plana, as atrações estão muito próximas uma das outras. Eu andava sempre com o Guia de bolso da Folha de São Paulo, clique aqui para conhecê-lo. Andei de ônibus apenas a primeira vez que vim na cidade, isso há 5 anos, mas acho que a rede aqui é meio complicada, pois só são aceitas moedas e tem muitas linhas. E claro, o metrê é uma boa opção, que apesar de não ser bem planejado cobre uma boa área da cidade.

Comida
Aqui em Buenos Aires o forte é a carne, do jeito que eu gosto, ao ponto, com aquele sangue escorrendo, e geralmente acompanha apenas uma opção, ou salada ou batata. Há muitas opções de café aqui, destaque para o Tortoni, para o café que tem na livraria El Ateneo ou aquele da esquina mesmo, pois todos são bons.
Não faltam locais para uma boa cerveja, e com certeza um bom vinho. Apesar de o vinho chileno ser, em geral de melhor qualidade.

Imigração
A minha entrada foi tranquila, não demorou mais que 20 minutos entre passar na imigração pegar a mala e sair no saguão do hotel. A ficha do departamento de imigração argentino é mais simples que a dos chilenos.

Cultura em geral
Sou muito suspeito para falar, pois eu adoro essa cidade, desde a primeira vez que vim em que tudo que poderia dar de errado, deu.
Os porteños são mais bairristas que os chilenos, mas ao mesmo tempo mais acolhedores (nosso dinheiro faria falta mesmo). As coisas aqui abrem mais tarde, lá pelas 10h da manhã, mas fecham mais tarde também (geralmente 20 h). As baladas só ficam boas depois das 3h da manhã e costuma-se sair com sol a pino, o que dificulta conciliar o dia e a noite na cidade.
Há uma grande comoção com a morte do Kichner, tanto que já tem uma rua com o nome dele; e também percebi que um dos maiores best sellers daqui é o livro 1810 (ano da independência da Argentina que iniciou a briga em 25 de maio). Muitas praças têm bustos e estátuas de seus líderes e Evita Perón e Carlos Gardel são figuras muito importantes aqui. Há vários pontos turísticos dedicados a esses personagens.
Não se pode esquecer do tango, mas não só como dança, mas ritmo musical mesmo, e nesse aspecto San Telmo é o melhor lugar para entender o tango.
Para finalizar, há uma figura muito conhecida mundialmente, Mafalda, de Quino. o mundo inteiro (literalmente) faz fila para tirar uma foto com ela lá no encontro das ruas Defensa e Chile. Eu conversei com um casal venezuelano, brasileiros e italianos. Enquanto eu estava lá passaram coreanos, australianos, turcos, chilenos e mais brasileiros. Termino meu post com a foto dela, de novo.

Buenos Aires – 3º dia

>Eu estava pensando em ir a Montevidéu hoje, porém amanheceu chovendo, então voltei para cama, pois a manhã estava com cara de preguiçosa, e também devido ao cansaço de 10 dias de viagens já.
Quando acordei de novo já era tarde, fui tomar café da manhã na livraria El Ateneo. Passei muito tempo lá, lendo, vendo a produção literária argentina. Quando fui lá, que é perto do hotel, sai só com o cartão e alguns poucos pesos, selecionei vários livros para trazer, porém, como não estava com a identidade não pude comprá-los, pois é, eles estavam corretos e eu com preguiça demais para vir aqui no hotel e voltar buscar os livros.
Estava frio pela manhã, voltei para o hotel me arrumar para sair de verdade agora. Coloquei minha blusa, peguei os documentos e fui atrás de uma loja que já não existe mais, isso que dá ter um guia de mais de 3 anos.
Em seguida, fui na calle Chile com a Defensa ver a estátua da Mafalda, a heroína nacional argentina. Tomei um sorvete com Chandon, muito bom.

Depois de ficar uns 20 minutos pela região, fui para Calle Florida, passear um pouco na Av. Paulista de Buenos Aires.
Almocei às 17h, voltei ao hotel para descansar um pouco e agora sairei de novo… Hoje, pela primeira vez senti saudades de casa. É bom viajar, mas acho que o cansaço físico está fazendo diferença da primeira semana de viagem. Se estivesse em um spa de luxo hoje seria o dia de ficar perambulando entre a piscina e a sala de massagens.

Buenos Aires – 2º dia

>Hoje começou com um café da manhã no Café Tortoni, uma das cafeterias mais importantes de Buenos Aires, toda decorada com quadros e esculturas foi a inspiração para o meu dia de hoje; resolvi fazer um dia conhecendo os museus.
1º) Museu Carlos Gardel. Gardel era francês e chegou pequeno aqui na Argentina, o povo gosta muito dele e o consideram portenho. O museu é na antiga da mãe dele, onde ela viveu uma pequena parte do final da vida. Há discos reportagens, exposição permanente de filmes que Gardel atuou.  No museu podem se tirar fotos à vontade.

2°) Museu da Evita, é em uma casa no século XIX, conta a vida da primeira dama, desde a época de solteira, como atriz e depois como primeira dama atuante na política social e política feminista. Deu para ver bem porque ela é venerada pelos argentinos. Além de carismática, foi  atuante. O museu tem roupas, filmes em que ela atuou e a reconstrução de uma cozinha do orfanato que ela trabalho. Pode-se tirar fotos sem flash.
3º) MALBA – Fui no museu de arte de Buenos Aires, que tem uma expsoição permanente da arte latinoamericana no século XX, dessa forma consegue se observar alguns quadros famosos como Abapuru da Tarsila do Amaral, um autorretrato da Frida Kalo, obras de Diego Rivera e, também, Di Cavalcanti. Não se pode fotografar as obras, mas na parte externa permitem-se que se tirem fotos, que por sinal ficaram muito bonitas, pois se trata de um hall com amplas janelas.
4º) Museu da decoração e da arte chinesa. Montado num casarão de 4400 m² perto da região das embaixadas é um museu dedicado a reconstruir a história da aristrocacia do início do século XX. É muito exclusivo, com uma exposição permanente das obras de arte francesa e porcelanas chinesa e francesa da família que viveu na casa. É a única casa que se mantém intacta, sem alterações na arquitetura interna. Muito interessante, fiquei imaginando como deveria ser a vida dos quatro moradores na casa. É uma pena que não se pode tirar fotos, pois foi algo de chamar a atenção mesmo.
Para terminar a tarde eu sentei num gramado da recoleta e fiquei observando o movimento do povo, caminhei um pouco pelo shopping de designer de Buenos Aires e voltei ao hotel para descansar.