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Philomena

Acabei de voltar da seção deste filme que me deixou sem palavras. No cinema sou muito eclético, gosto de coisas como X-men, a vida secreta de Walter Mitty e Ninfomaníaca (que estou esperando a parte II).

Quando leio o nome dos filmes e as sinopses geralmente não tenho vontade de assistir, são os traillers que me convencem e foi o caso neste filme. A história de Philomena Lee, que engravida e é largada em um convento na irlanda da primeira metade do século XX. Já tinha lido neste link que os conventos irlandeses eram cruéis e este filme retrata bem isso.

Ela [Philomena] passa a vida pensando em seu filho que foi vendido para pais adotivos americanos e resolve denunciar isso no aniversário de 50 anos do seu filho. O jornalista desempregado Martin resolve escrever um livro sobre sua história e a ajuda nesta busca pelos EUA. Com um final emocionante, mesmo após ela passar o filme tentando desistir, permite uma reflexão sobre o perdão dos pecados e a penitência que os católicos se impõem por força da religião.

Para quem gosta de uma temática LGBT, uma discussão sobre fé/ateísmo e sobre o significado de família vai se emocionar muito com o filme. Dica para pessoas que choram em filmes: “Levem uma caixa inteira”.

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A vida secreta de Walter Mitty

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Faz tem que não escrevo sobre filmes no meu blog, mas este realmente foi um dos melhores que vi ultimamente e merece algumas palavras.

Fui assistir na última sexta, na seção das 23h20, um horário que quase não tem ninguém no cinema e com certeza não há crianças atrapalhando. Fui com um amigo que estava mais empolgado que eu, aliás a escolha do filme se deu por eliminação, não tem tu, vai tu mesmo, devo confessar que o trailer não agradou muito.

O filme começa como uma comédia, muitas risadas, efeitos dignos do homem-aranha na primeira cena e a imitação do Benjamim Button é perfeita, pois ele deixa claro que não viu o filme e faz uma paródia do que se ouve falar e não do que efetivamente é. A história segundo a sinopse é de um cara que trabalha com as fotografias da revista Life, que é vendida e está preparando a última capa impressa. Ele perde o negativo e vai atrás do fotógrafo para tentar recuperar e lá ele aprende o significado da fotografia como arte.

As imagens são lindíssimas, as paisagens deixam todos os apaixonados por viagens com vontade de conhecer as oito pessoas que moram na Groenlândia ou então visitar as ruas da Islândia, perto do vulcão Eyjafjallajökull.

Em um determinado momento o filme passa a ser um drama e realmente me emocionou, a mesma emoção do final do filme O Show de Truman – O Show da Vida (com Jim Carrey), assim, quando você vê a última cena realmente há a sensação de que tudo foi muito bem interligado. Não sou fã de Ben Stiller mas ele realmente se superou tanto como ator, quanto como diretor. Não contarei mais nada, para não soltar nenhum spoiler, mas fica a recomendação principalmente para aqueles que gostam de: viagem, fotografia e bolo de tangerina.

Post de aniversário, ou meu nome não é Jaime, ou ainda, de como rir dos 34 anos

Taça de Champagne e boloCrédito da Foto: Jussara Misael

Hoje eu faço 34 anos, como o título sugere. Não precisei parar para contar (ainda), então acho que aquele alemão que deixa louco (Alzheimer) ainda não me pegou.

Como é de costume, as comemorações de aniversário não estão sendo em Curitiba, pois estou a trabalho, hoje em Goiânia, mas já passei em Manacapuru, Belo Horizonte, Varginha, Campo Grande e Pouso Alegre.

Aqui em Goiânia percebi que estou ficando velho, pois piadas que contém palavras como luftal e meu nome não é Jaime me fazem rir por bastante tempo, aliás estou há dois dias rindo com a Jussara, minha grande amiga que acompanha  sempre que possível.

Hoje fomos (além da Ju, os amigos do trabalho, um amigo especial de Goiânia) comemorar na Confraria Gamboa, boa feijoada, boa música e claro muitas risadas.

Na hora dos parabéns, a cantora homenageou um tal de Jaime e todos os parabéns foram para ele. Já eraram meu pedido, trocaram meu suco, mas nunca haviam trocado meus parabéns, para tudo há uma primeira vez.

Mesmo eu insistindo que meu nome não é Jaime, o Jeferson gritando é Jailson, é Jailson! e eu aproveitei a farra para lembrar do filme Domésticas, falava que é Gilvan, porra!

Rimos muito, comemos bastante e agora ficou a piada do meu nome não é Jaime.

 

O espetacular Homem-aranha

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Ontem fui assistir ao mais novo lançamento baseado na indústria dos quadrinhos, o espetacular homem-aranha. Se você vai esperando um filme que retrate coisas novas, não apareça no cinema, ele reconta a história de como o Peter Parker se torna o homem-aranha e dá outra personalidade ao super-herói, diferente das três versões cinematográficas anteriores.

Gostei muito de como a teia do homem-aranha é explicada, neste ponto ele foi muito fiel aos quadrinhos, ou seja, Parker não produz a teia, é feito com o auxílio de um equipamento que ele mesmo constrói. Além disso, ele é mais fiel a personalidade do homem-aranha dos quadrinhos, sendo mais adolescente, mais escrachado e menos sério.

Senti falta da frase clássica do tio Ben: “Grandes poderes exigem grandes responsabilidades!”, mas o saldo do filme foi bem positivo, superrecomendado a todos os fãs de filmes de aventura e de HQs.

Os homens que não amavam as mulheres

Ontem fui no cinema, precisava distrair meus pensamentos e esquecer um pouco do trabalho. O filme me surpreendeu, com um final incrível, mostrou que os romances policiais realmente estão entre os meus preferidos.
A personagem Lisabeth se mostrou o ideal do herói do século XXI, nada de perfeição, mas muita ação, atitude e alta capacidade de resolução de problemas. O personagem principal (interpretado por Daniel Craig) é um pouco sem sal, mas com certeza a lisabeth salva o filme.
As histórias paralelas são excelentes e digo que me perdi um pouco com os nomes suecos dos personagens, mas nada que comprometa a história do filme.

Pixels: Curta Metragem

Eu aprendi muitas coisas na Europa, pois eu fui em todos os museus de ciências que se encaixaram no meu roteiro. Em um dos museus, o da Ciência e da Indústria, eu assisti um curta-metragem chamado Pixels, de Patrick Jean, que mostra os nossos heróis do Video Game da década de 80 transformando o mundo em 8 bits.

Feriado chato, mas nem tanto: O cinema salva teu dia

Feriado em Curitiba é sinal de chuva, frio, sem muita coisa o que fazer, shopping lotado, crianças enlouquecidas e sem muita perspectiva. Para curar o problema do meu feriado chato eu fui no cinema.

No dia 13 fui assistir o 11.11.11 o que me tornou mais ateu do que eu já sou, pois eu não duvido que uma religião realmente não tenha sido formada com base no filme. A obra é muito boa mesmo, eu adoro filme de terror e esse tem a medida certa, sem grandes medo, com muito suspense e um final que não é óbvio.

Algo que chama a atenção constantemente no filme é como o medo pode ser implantado constantemente em uma pessoa e, nem sempre  nos damos conta disso. Selecionei uma  imagem de divulgação do filme que mostra um pouco da ideia de que o medo pode fazer com que a pessoa acredite em coisas que não existe.

Ontem, 14.11 eu fui assistir o filme Contágio. Uma obra de ficção científica que é mais meu gênero. Não foge muito do enredo de outros filmes clássicos como epidemia, mas tem seu valor, pois foge daquela ideia de que a transmissão de uma doença se dá apenas pelo ar.

Achei a figura do blogueiro (Jude Law) muito interessante, pois mostra que a Internet nem sempre é salvadora, mas que pode causar também muitos problemas às pessoas.

A personagem de Marion Cotillard desenvolve Síndrome de Estocolmo, pena que isso não é explorado no filme. E o que mais chama atenção é que você sai tentando evitar contatos mais prolongados com as coisas. No meu caso, eu estou me policiando para não colocar a mão no rosto.

A cena que mais me chamou a atenção foi logo no início: aparece 2º dia, ou seja, você fica pensando que dormiu por alguns segundos e perdeu o primeiro dia em algum momento do filme, mas no final há uma explicação para isso.